sábado, 6 de junho de 2009

PRAZER

A mesma expressão
Apoderou-se de ti.
Perdeste-te no tempo
Por um momento...
Corpos molhados
Inundados de prazer,
Uma e outra vez.
Desenham-se um no outro
Viajam juntos,
Sentem igual...
O tempo esgota-se
Derrete, evapora...
Sempre e mais uma vez,
A mesma expressão
Apoderou-se de mim.

3 comentários:

spritof disse...

A expressão, o gesto, o jeito de estar e ser, o sentimento... são coisas próprias com vida própria... e nós o somos o seu produto... ou será o contrário e comandamos o nosso destino?

Apropriamo-nos ou somos apropriados?

Misturamo-nos, fundimo-nos, separamo-nos... voltamos a ser um, e vivemos e sentimos e... olhamos e tocamos como num só corpo, corpo nosso estranho mas que se entranha... que faz parte, que completa, que se estende além do ser próprio e individual... e que parte, e que sai, e que anda por si... juntos, iguais, diferentes, longe, com pontos cruzados que se unem e exclamam num só tom um grito sem tempo repleto de prazer e juras de outros tempos que hão-de vir....

Não sei de onde nem porque veio isto, mas saiu... como algo que se apodera de mim...

Sayuri disse...

Spritof, está lindo!
E veio de um sitio muito bonito, com toda a certeza... :)

O Profeta disse...

Mil caminhos
Esta viagem sem velas nem vento
Este barco na bolina das ondas
Esta chuva miúda transborda sentimento

Amarras prendem o gesto
Arrocham um coração que bate incerto
Uma gaivota retoca as penas com espuma
Levanta voo em rumo concreto

Partilha comigo “100 Anos de Ilusão”


Mágico beijo