domingo, 15 de março de 2009

NA TERRA DO MEU PASSADO

Sinto saudades do silêncio do campo,
Dos ritmos cantados dos grilos e das cigarras;
De todos os locais que nunca foram meus
Mas aos quais coloquei amarras…
Do entardecer no meio de um campo florido,
Do escrever por baixo de um sobreiro rendido…
Do prado interminável,
Sinto saudades da calma e do esplendor,
Onde todos os dias sonhava contigo, meu amor…

4 comentários:

spritof disse...

e o campo está a tão pouca distância...
...presumo que só te falte o tempo.

ou o tempo passado já não volta, o silêncio já não é o mesmo, o cheiro do campo não é o mesmo, o som dos grilos e das cigarras já é outro canto...

mas há novas histórias para escrever, ao som de novas melodias, ao cheiro de novas fragâncias, no silêncio amadurecido pelo tempo e pela vida... há sonhos renovados e refeitos e sentidos, e tudo de novo...
...mas com o mesmo amor de sempre...
...o teu!

Sayuri disse...

Spritof, sinto saudades do campo onde nunca vivi...inspirei-me num daqueles cheiros de umas férias no campo, de quando era pequena e com que, de vez em quando, a memória me presenteia :)
Mas falta-me o tempo, sim...umas feriazitas no meio do nada, a fazer nada...hummm....tão bom...!

spritof disse...

Desconfio que sentisses falta do reboliço da cidade ao fim de duas semanas, do stress do trabalho, das velocidades loucas a que as coisas acontecem e nós vivemos, com as mudanças constantes e inesperadas de todo o lado, do ser anónima no meio de uma multidão, do estar em alta e em grande dinamsmo....

Eu sinto!
Mudei-me para fora da cidade, e há umas semanas largas que não lá vou.

Mas se agora me dessem a escolher entre ficar aqui ou voltar à cidade...
...ficava aqui!

A saudade esbate-se, tudo se equaciona, e a qualidade de vida ue se ganha...
...e no fim, acabarias por fazer dessas feriazitas no meio do nada um mmodo de vida.

Campo, relva, flores, pássaros, coelhos bravos, rãs, lagos, grilos, (ok...toneladas de mosquitos), o som do vento, o som do próprio coração a bater, as vinhas, os montes e vales, o tempo que passa devagar e nos dá vagar, as gentes mais calmas, mais sorridentes, os cheiros da terra, a comida gostosa...

Temo que um dia breve terei de voltar à cidade...
...mas agora sabe-me tão bem...

Sayuri disse...

Bem...imagino que sim...muitas vezes invejo quem vive no meio das coisas bonitas! Começo a ficar farta de cimento e betão, de monóxido de carbono, e do tempo que voa sem se dar por isso...